3 de março de 2009

infantário cá vou eu!


Olá a todos,

acabo de chegar do meu primeiro dia (aliás, manhã) no infantário, lá na escola da minha mana. Como diz o pai, já comecei com o meu trabalho e agora já só falta a mãe.

Por falar em mãe, essa anda a chorar pelos cantos, com olhos tristes a abraçar-me o tempo todo e a encher-me de beijos há já mais de uma semana. Eu andava a deleitar-me com esse redobramento de mimos mas sem saber porquê. Hoje, percebi! A mãe já não ia cuidar de mim o tempo todo! Lá tive de lhe dar uma força para ela aguentar a minha entrada no mundo académico. Até a Inês andava deprimida hoje.

Imaginem só:

A mãe com uns olhos inchados de mal dormir e de chorar muito, a tentar ser forte. Quando acordei hoje de manhã, ela estava a acabar de vestir a Inês e virou-se para mim, de sorriso nos lábios (mas olhos tristes) e vóz alegre, disse-me:"onde vamos hoje!?" a tentar ser forte, mas só aguentou uma fracção de segundos antes de começar o dilúvio. Ela bem tentava disfarçar para a Inês não ver, mas o karma dela era bastante depressivo!

O pai, a tentar ser brincalhão aver se a malta se animava, dando forças à mãe.

A Inês, em casa cheia de sono a fazer birras graças provavelmente ao ambiente pesaroso e quando chegou à escola, muito apreensiva a acompanhar-me até à minha sala, a arrumar as minhas coisas, acabou por fazer um pranto quando o pai a deixou na sala nela.

Eu, em casa muito conversadeira e alegre - afinal não vou pr'ao outro lado do mundo, né? - mas cheia de sono e a choramingar um pouco quando a mãe estava de saída lá do infantário.

Estive 1 hora na creche - sim, sim, é verdade, todo este filme por 1 hora - até a mãe me ir buscar para eu almoçar hoje em casa e passar o resto do dia com ela. Ela tem de se adaptar percebem!?

Eu cá aproveitei para conhecer a minha educadora Lena e as auxiliares que irão agora cuidar de mim durante o dia,


também brinquei com alguns brinquedos


e estive, sobretudo, a observar todas essas crianças tão pequenas quanto eu e todo este espaço colorido onde irei agora passar parte do meu tempo.


Entretanto fiquei com sono e despachei a mãe para casa para poder ir dormir um pouco.

Quando a mãe me foi buscar às 11h, todos os meus amigos estavam a chorar porque estavam a ver a comida e eu, por solidariedade, fiz o mesmo. Então imaginem a mãe a chegar à creche, a ver-me a chorar por causa da barulheira que ali havia e porque ainda estava com sono (a excitação do dia era tanta que só dormi uns 20 minutos em vez de 1 hora como é costume). Quando vi a mãe, comecei então num valente pranto que deixou a mãe arrasada.

Viemos para casa e, mal cheguei, comecei logo a conversar com as paredes, as portas, a dizer olá à casa "agá, agá, agá, dá, dá". Mas a sesta mal dormida estava a dar cabo de mim e então lá fui dormir um pouco antes de almoçar.


Amanhã volto para o meu trabalho e já lá vou almoçar e provavelmente dormir lá a sesta grande também. Depois conto-vos como foi.


Até lá, agá, agá, agá

Joaninha