11 de agosto de 2009

gatinhar? Ainda não, mas...

Hello!
ouvi dizer que já andavam todos a perguntar à mãe se eu já sei gatinhar, andar, falar, ..., enfim aquelas coisas de gente grande e crescida!
Resposta: quase, a titubar e não!
Bom, a prima Júlia no outro dia já me teve a explicar e a demonstrar como é que se fazem parte dessas coisas, mas, meus amigos, eu não tenho assim tanta energia! E gatinhar com uma perna que teima em não sair debaixo da minha barriga, com uns membros que andam para trás quando eu quero é ir para a frente, e andar quando ainda não descobri o que é aquela coisa de que tanto falam (o equilibrio), é para esquecer. Não ad eternum, não, só mais uns dias até eu mostrar aqui às pernas e aos braços que quem manda afinal sou eu!
Mas, entretanto, lá me vou deslocando de rabo, a rebolar, a rastejar. Para trás, esquecida é que não fico. E nada de ficar algo por agarrar, por roer (sim, sim, já tenho mais 2 dentes!), por analisar e encher de bába. Tudo se alcança, rápidamente ou devagar, sózinha ou com ajuda (obrigada Inês!).
Sabem uma coisa, descobri que os crescidos adoram que eu bata palmas, que eu dê beijinhos, que faça ciao ciao com a mão. Que aponte para os candeeiros quando me perguntam "onde está a luz?", para o tio Manel (o catavento do avô Correia) quando chamam por ele ou que começa a soprar. É tão bom, vê-los a todos derretidos, babados e orgulhosos quando eu faço uma gracinha.
Só é pena é já não darem qualquer crédito às minhas tentativas desesperadas de os convencer de que não quero dormir (ter sono e querer dormir são coisas totalmente opostas, não é!?). As minhas duas milésimas de segundo de choro, não são convincentes, já nem a mãe acredita em mim. Ela até já descobriu que se me cantar a música do ó-ó que ela inventou, a caminho da cama, eu caio redonda de sono na cama. Ela não me embala, não; só canta "o bebé tá com soni-ínho, a querer fazer um ó-ó, a fechar os seus olhiiiinhos, ai que grande soninho..", deita-me e pronto, já estou rendida, fico na cama de olhos semi-abertos, deitada de lado, agarrada à minha chucha e a pensar qual será o boneco do móbile ou peluche que irei roer quando acordar...
E a minha mana Inês!? Um espectáculo. Basta eu apontar para uma coisa que ela vem logo dar-me. A não ser que eu queira os lápis dela (que deliciosos que eles são!), a bijutaria (deve ser tão saborosa), os livros (devem fazer um som tão agardável e divertido ao rasgarem-se) ou o telefone, ela pôe-me tudo na mão. Nem preciso de me esforçar nada para alcançar aquilo que tanto desejo agarrar. O pior, é que ela está agora de férias em casa da avó Isabel e eu lá tenho de me lançar na grande aventura do gatinhanço. O meu padrinho Michael diz que me vai ensinar em 3 tempos, vamos ver quem desista primeiro, hihihi!!
Às vezes assusto-me com o entusiamo da minha mana quando eu consigo uma nova habilidade. Ninguém consegue imaginar o pavor com que fiquei no outro dia porque consegui encaixar umas peças no seu devido lugar: a Inês começou aos pulos, aos gritos, a bater palmas e a chamar pela mãe aos gritos porque eu tinha conseguido (deve ser mesmo uma coisa excepcional!)
Entretanto, a Inês gosta tanto de partilhar as suas novas experiências comigo que gentilmente me transmitiu algumas das alegrias de ter varicela (eu cá me safei bem, mas ela, nem por isso)...
E, para que todos acreditem que eu sou mesmo crescida, decidi que tinha (finalmente - diz a mãe) chegada a altura de dizer adeus às maminhas da mãe. Portanto, dia 1 de Julho, afim de festejar o nascimento do meu primo Francisco Xavier, despedi-me do leite materno (claro que não aceito nada de borracha em substituição!). Ah! E também já uso penico... a pois é, não gatinho, não ando e não falo, mas vou ao penico - também não podem querer tudo, né!?
Quanto às férias!? Já provamos um pouco de praia em Santa Luzia. Adorei andar de pano, de barco, dormir umas grandes sestas na praia, lançar areia para tudo e para todos com os pés, pôr à boca algas, areia, pedras, conchas e chatear-me com a mãe sempre que me despejava as bochechas - a mãe diz que sou como os hamsters! Odiei a água gelada do mar - liguem o esquentador, senão, nada feito!
Agora, enquanto o pai e a mãe aguardam anciosamente pelas férias, eu estou aos cuidados da avó Elisa e do avô Correia que vai treinando os meus passos diariamente, me leva a passear mas que desta vez já não me deixa adormecer (e dormir) na barriga dele - isso dos pais quererem regras tem de mudar!
Aos fins de semana vamos aproveitando para fazer mini-férias. Sabem, eu até já acampei! Isso da tenda é um espectaculo! E há tantas coisas para pôr à boca, é tão divertido chafurdar no meio do pó dos pinheiros e das carumbas, é tão bom dormir com os pais e a mana e acordar às 7h00 quando ainda estão todos a dormir e experimentar uns novos sons ultra-sónicos.
Só sei dizer que a vida de bebé é dura, sou sempre contrariada, não me deixam comer formigas, areia e conchas, obrigam-me a dormir em más horas, querem que eu ande, mas depois não me deixam mexer em nada. Também é verdade que é tão bom andar ao colo, receber carinho, ser massajada e alimentada, brincar, descobrir o mundo, que nem sei se quero crescer...
Acabo de pedir á mãe que vos mostre algumas fotos dessas minhas últimas peripécias, mas se virem que ela se vai esquecendo, insistam...
um beijinho bem babado a todos,
Joaninha