28 de outubro de 2009

Dá, dá, dáááááááá (novidades!)

Cucu a todos!


Voltei! As férias acabaram, a escola já recomeçou, o Outono anda a tentar vencer o sol e cá estou eu cheia, cheia, mas mesmo cheia de novidades.


Nem sei bem por onde começar, não me lembro bem da ordem das coisas, mas como o que interessa mesmo é vocês saberem em quantas ando (literalmente!) aqui vai o relato da minha dificil, cansativa e muito divertida vida de bebé.


Bom, meus amigos, descobri que isso de deslocar-me a rebolar era uma coisa muito complicada - divertida, é certo - mas que implicava muito esforço e pouco alcance.

Assim, no dia 12 de Agosto fiz o gostinho ao pai e à mãe e lancei-me numa nova aventura, pondo na prática toda a teoria que a mãe me ia enfiando na cabeça e aplicando as técnicas que ela me ia demonstrando. E pronto: comecei a gatinhar!

Os pais aliciaram-me para eu apanhar aquilo que mais gosto: a caixa gigante de canetas e lápis da Dora que a tata Dina deu à Inês. Mas não contem à Inês, é que ela estava de férias na Calvaria e eu aproveitei-me ao máximo de todos, mas mesmo todos os brinquedos que andam lá por casa. O que há de melhor do que sentar-me no meio da caixa e retirar todas as tampas à centena de canetas que lá esá!? Só mesmo começar a gatinhar para tentar agarrar a caixa que, estranhamente, andava a deslocar-se em direcção aos pais... Bem, só resta uma dúvida, será por eu ter destapado todas as canetas que elas agora estão secas? Talvez, mas não digam nada à Inês...

Eu cá entretanto desconfio que os meus pais estavam anciosos por eu começar a deslocar-me em grandes áreas sózinha para não terem de me carregar mais ao colo para todo o lado, tenho de averiguar...





A gatinhar




Mas esperem... Não parei aí. Nesse mesmo dia em que comecei a gatinhar, descobri que era fantástico estar de pé, agarrado às mãos de um adulto ou às coisas e comecei a dar uns passitos. É verdade que tinha uma postura muito divertida, barriga pr'á frente e pés todos cruzados, mas lá ia dando aos pés...


Sim porque isso do gatinhar no chão é muito bonito, mas até gostaria de ver-vos a gatinhar um dia inteiro a ver o que diriam (e os joelhos...).


Bom , mas voltando à minha locomoção: 2 ou 3 dias a gatinhar foram o suficiente para me convencer a deslocar-me em pé. A mãe passa os dias a dizer "ai, as minhas costas" (queixinhas, como sempre), mas ai dela que não me ajude! Começo logo a bater o pé, a chorar, a rebolar se for necessário, apontando os meus braços para ela e dizendo "mã, mã" (mão) a ver se ela se convence que tem mesmo de ser. Só vos digo uma coisa: ela às vezes é mesmo insensível, olha para mim com aquele seu olhar fulminante - aquele que me faz engolir as lágrimas e reter os gritos - e ignora o meu pedido. Nessas alturas só me resta dar um longo e profundo suspiro (nunca se sabe se lhe descongelerá o coração) e ir embora a gatinhar à procura de outra alma mais sensível.





Seja como for, tanto treinei, tanto barafustei para que me ajudassem a andar, que no dia 12 de Outubro lancei-me sózinha a percorrer a distância que me separava da mãe. Eu já andava a ameaçar há mais de 1 mês, mas parecia tão longe para fazer isso em pé sózinha!

Portanto, é oficial, eu já ando e, meus amigos, o sossego lá em casa acabou. A minha mana Inês só se queixa porque eu lhe tiro os brinquedos todos, desmancho todas as brincadeiras dela, sento-me em cima do quadro mágico quando ela está a desenhar... Será que ela não percebe que eu quero brincar com ela, que não quero estar sózinha!? Então quando vejo um jogo de cartas a ser colocado no chão para ela jogar ao jogo da memória: "dá, dá, dáááááá!!!!", a gatinhar lá vou eu, de olhos arregalados e sorriso maroto; pego naquilo tudo, mando para o ar, rebolo no meio das cartas e só oiço a Inês "Joana NÃO!" " Oh mãe! Ela Tá a demanchar!!!" E lá vem a mãe tirar-me de lá e eu a refilar a contorcer-me toda, porque cartas, é um vício!!!


A mãe até diz que eu tenho mesmo carinha de marota... Porque é que será?




Bem, mas a não ser essa minha loucura por cartas e quadros mágicos que dá com a Inês em doida, até brincamos civilizadamente muito as duas. Ela vai me mostrando como funcionam uns brinquedos, eu arranco-lhe outros, ela pinta e eu despinto, ela dobra e eu rasgo, enfim, um trabalho de equipa.








Entretanto, este verão diverti-me imenso durante as férias. Foi um corrupio de aventuras, de passeios, de diversão e de música também.


Desde acampar, passando por uns festivais de música e acabando com umas belas praias ... um doce de verão!


Ai as férias... que maravilha... mas que curtas...


Umas semanas aos cuidados dos avós Correia durante o dia e a experimentar a vida de filha única quando os pais acabavam o trabalho (a Inês estava de férias na Calvaria). Tanto mimo, tanto tempo só para mim, mas tantas, tantas saudades da minha mana. Foi tão bom revê-la, estar com ela, brincar com ela, acordá-la de manhã, receber aqueles abraços e beijos assolapados que só ela me sabe dar.


Nesses dias em Palmela desenvolvi e apurei um grande gosto: estar na rua! Oh pá, mas que maravilha estar na rua a ouvir a passarada, a olhar para o tio Manuel (o catavento do avô), a passear-me pela relva, a sentir uns beijos de sol de fim de tarde na pele, ir passear de carrinho pelo bairro com o avô, catar (e provar) folhas no chão, tentar apanhar formigas, enfim... uma delícia. Adorei ser mimada pelos avós que estavam cheios de tempo só para mim! Obrigada avós, especialmente ao avô que tanto me estragou com mimos, adorei!


Depois de, finalmente, a mãe entrar de férias, lá fomos nós as 2 ter com a Inês à Calvaria e aí, mais um pouco da minha nova droga de felicidade (rua). Desta vez com a sorte de poder ir incomodar uns coelhos bebés que a mamie tinha por lá que eu tanto gostava de agarrar - sobretudo pelas orelhas - a oportunidade de relaxar na super piscina tartaruga que a avó Isabel arranjou para a Inês e para mim e a alegria de poder brincar com os raios de sol até na varanda, ajudando a avó a dar a comida aos gatos (e provando de vez em quando a ver se os croquetes estavam bons...).




Gostei também muito da minha visita à feira medieval de Aljubarrota onde fiquei mesmo, mesmo encantada com uma banca de colares psicadélicos enquanto a Inês adormecia a fazer um téréré.



Foi muito bom ver o avô Joaquim todo babado a passear as suas mulherzinhas todas!




Entretanto, a convite do tio Pedro e da tia Carla, fomos os 4 "festivalar" para o Festival de Músicas do Mundo de Sines. Foi muito bom, muita diversão e umas grandes noitadas (eu cá a dormir) com os amigos e ao som de muito boas músicas.




No fim de semana a seguir, tínhamos um convite da tia Káka para irmos acampar uns dias com ela, o Samuel, a Sandra e o Thomas. Os pais alinharam logo e lá fui eu estreiar-me nas alegrias dos campistas.







1.ª coisa fantástica: havia terra, areia e outras deliciosas coisas para pôr na boca por todo, mas mesmo todo o lado. E eu, claro que não desperdicei nada e provei tudo, tudo, tudo (andava sempre com uns bigodes de gato!)

2.ª Dormia numa casinha de pano com os pais e a mana, e mal o dia deabrochava tratava de acordar toda a malta com uns guinchos de alegria porque, quando abria a porta do quarto, estava a RUA!!! Yuppi!!! Eu AMO a rua, os espaços exteriores, o sol, o ar, enfim tudo o que há lá fora!


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3.ª podia sujar-me toda que ninguém refilava, comia na rua e ia logo, logo para a praia

4.ª Até tomava banho na rua, numa banheira improvisada (já dos tempos da Inês bebé) à sombra dos pinheiros.

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5.ª e para finalizar também comiamos na rua, a todas as refeições!!!

O pai entrou finalmente de férias e lá fomos nós rumo a Santa Luzia para mais uns passeios de saco e de barco.






A praia, uma delícia: uma areia apetitosa, um mar caldinho e eu feito peixe-gato por lá.















Nada de melhor que o passeio de saco à beira d'água com a mãe. Passeio esse que acabava sempre com uma bela sesta bem roncada na minha toalha dentro de uma cama de areia improvisada e elaborada pelo pai.



Maravilhoso que é andar ali pela areia, exfoliando os pés, agarrada às mãos do pai ou da mãe, fazendo umas pausas para brincar um pouco nas piscinas engenheiradas pelo pai ou para comer uma conchinha ou uma alga temperada de areia.

É bom pai, não é!?


Fora a praia, passeamos muito pelo Algarve, com uma ida ao zoo de Lagos, umas visitas aos primos todos que por lá vivem ou estavam a passar férias.



Nos intervalos de praia, passeios e visitas, tentavamos descansar por casa. E porque umas férias sem uns episódios divertidos não são férias:
Lá estava eu no meu penico depois do meu jantar, enquanto o resto da famelga acaba o seu jantarinho. Já eu tinha descoberto o quão divertido é deslocar-me de marcha atrás de penico, empurrando-me com os pés. Até que nesse dia, consegui sair sorrateiramente do penico que estava repleto de umas belas e mal cheirosas bolinhas castanhas a boiar, despejando o conteudo todo para o chão. Não sei se já vos disseram, mas eu ADORO jogar à bola, fazendo um verdadeiro show de pés a dar na bola. Sim, já perceberam!? Comecei a "footballear" as minhas bolinhas pela sala toda. Mas que divertido era! A parte pior foi o grito horrorificado da mãe quando se apercebeu. A parte mais gira é que ela ainda hoje está na dúvida se a bolinha que eu tinha na mão passou ou não pela minha boca, hihihihi...

Entretanto, eu lá tive que começar a dizer algumas palavrinhas para animar e alegrar a minha família. Para começar "cã" para tudo o que seja animal de 4 patas e com pelos (cão, gato, principalmente). Na Calvaria descobri que por lá se chama os gatos com uns beijinhos e com a mãe estendida, e eu lá vou chamando a bicharada para contentamente dos mais velhos que acham isso um encanto (não sei bem porquê visto que não resulta!).
Não podia deixar de dizer "mãmãmãmã" para chamar a mãe."mã" para mão e, às vezes muito timidamente "'lá" (olá).


E por falar em mãe... Ai a minha mãe, é me impossível estar na mesma divisão que ela, ver o seu vulto a passar, sem começar logo a gemer, reclamando por ela. Vê-la deitada na areia, sem ir logo a gatinhar bem depressa espojar-me em cima dela e enchendo-a de areia (logo ela que gosta pouco do contacto directo pele/areia). Acho que já todos se riem e dizem que eu pareço um radar de mãe!











E porque sei que o que mais querem é ver fotos minhas, aqui vai uma mistura fotográfica destes últimos meses.