6 de agosto de 2010

quase 1 ano depois...

ups... Já passou quase 1 ano!?
Será que vocês acham mesmo que eu ainda só gatinho!? Claro que não... não só já ando, como ainda corro que nem um tornadito!!!!

Bem, mas assim como assim, pode ser simpático actualizar-vos, né?

Comecei a andar no dia 23 de Novembro de 2009, graças a um daqueles bonecos fantásticos em madeira que os meus pais me trouxeram de Toledo (uma joaninha). É que eu já só precisava de sentir algo na minha mão porque, em bom rigor, até já andava quase, quase, mas mesmo quase sozinha...

Segundo a minha mãe falo pelos cotovelos relegando-a à 3.ª posição lá de casa, já como sozinha como gente grande e, dizem todos, sou "torta" - eu não percebo o que eles quererão dizer com isso porque até ando bem direitinha, mas eles lá sabem o que vêem - até o meu primo "Axé" (Rafael) me chama "tóta"...
´pera...
será que tem a ver com a minha falta de pontaria sempre que sou contrariada e tento dar um tabefe a alguém?
será que é por causa daquelas representações fantásticas a que a minha mãe chama birra, em que me espojo pelo chão, gritando, rebolando e às vezes até batendo com a cabeça no chão?
será por eu responder sempre "não!" sempre que me perguntam alguma coisa e só depois reflectir sobre o que me perguntaram e, por vezes, mudar de ideias?
será por eu acordar a bater o pé, ainda de olhos fechados a dizer: "não, mamã, não, mamã"?
Ah já sei, deve ser por eu ficar toda torta quando puxo o cabelo da mana ou a empurro por ela não fazer aquilo que quero, deve ser isso...

Entretanto desde a última vez que falamos já me diverti com o pai Natal, nos anos da mana, no Carnaval em que eu fiz as honras ao bichinho vermelho de bolas pretas cujo nome é um dos meus homónimos, já fui à neve, à Eurodisney, passear por todos os lados, de férias para casa dos avós e cresci... cresci imenso... tanto que já como sozinha, já me despedi da minha xuxa no dia 25 de Maio (com a ajuda de uma bela crise de aftas), já durmo numa cama de gente crescida desde o dia 1 de Agosto, já fui ao Zoo com o pai no dia do pai, ao Badoka com os pais, a mana Nê, os tios e o primo Axé, à praia, etc...
Até já decidi que tinha chegado a altura de me sentar na sanita (a minha sanita e de mais ninguém lá em casa), só é pena, segundo a mãe, eu nunca a utilizar para o que é preciso, recorrendo ainda às fraldas. Pode ser que passe, um dia...

Agora que estamos em pleno verão, quero é praia, aventura, diversão e a minha mãe!

Aiiiiiiiiiiiii a minha mãe....
O que eu gostaria mesmo muito é que a minha mãe estivesse sempre comigo, de dia, de noite, a toda a hora em todo o lado!
Aiiiiiiiiiiiiii o colo da minha mãe, não há outro igual!!
E, já que ninguém respeita esse meu desejo, eu faço daquelas representações (as birras)! E não é que a minha mãe se chateia comigo, fica triste e me arregala os olhos!? Acham isso normal!? Então mas uma criança de 23 meses já nem pode fazer uma birrinha em paz e sossego, sendo atendida como deveria de ser, com mimos, carinho.... Não, lá vem a mãe a educar-me (pffffffff), a explicar-me como são as coisas, borrifa-se para os meus choros e até me proíbe de chorar junto dela: para chorar tem de ser sozinha: oh mãe!! Qual é a piada!???

Uma coisa que gosto imenso é de cantar e de dançar. Não sei se me percebem bem, mas até tenho jeito para a coisa. Enquanto a Nê está a dançar ballet eu acompanho-a num estilo muito próprio e contemporâneo...

Pronto, acho que para um primeiro reencontro não está mal, já ficaram a saber que ando, danço, corro, rebolo, falo, canto e tenho uns pulmões potentes, adoro viver a vida a 200 à hora e os meus pais e a minha mana são os meus marcos na vida...
Penso que em breve a mãe virá contar a sua versão das coisas (não acreditem em tudo o que ela conta, ela é muito facciosa!).
Entretanto, despeço-me com algumas fotos e beijos!

Táo táo

Nana

PS: seguem algumas palavras "à minha maneira" para o caso de nos "cruzarmos" ao telefone:
fone: telefone
ajó: avião
pápápu: sapato
titi: Kitty
cáco: carro
xêxa: bicicleta
atáta: batata (e outros hidratos de carbono)
pêce: peixe
ête: leite
abába: água
é mê: é meu
avê: sou eu